DIALOGO MUDO:
Em comentário à notícia da recusa do ministro da justiça em dialogar, publicada no blog do verbo jurídico, um juiz escreveu:
"Parabéns Sr. Dr. Joel Pereira por este espaço de liberdade e de pensamento lúcido, numa altura em que o "privilégio" da sensatez começa a escassear e a liberdade a ser afogada na insídia e na calúnia.
Seria interessante se os Juízes cortassem as linhas de passe ao sr ministro da propaganda.
A JUSTIÇA tem problemas tão sérios que não se podem esconder atrás da poeira demagógica das férias e serviços de saúde.
Os Juízes não devem discutir as férias judiciais: devem exigir o fim das férias judiciais como um direito e não aceitar a existência das ditas como um privilégio (qual a vantagem de serem acantonados no Verão? quem são os 'demais' que com isso beneficiam e que estão calados, embora se movimentem atarefados?).
Os Juízes não devem defender os SSMJ nem aceitar a ADSE: não podem ser um "peso" nas despesas da saúde; devem exigir o dinheiro que mensalmente lhes é retirado para a ADSE e com ele organizar um sistema privado de saúde, podendo a ASJP obter muito melhores condições negociando com entidades privadas.
Afastadas estas e outras bandeiras da demagogia, talvez seja possível sonhar com um diálogo sério ... entre pessoas!
O Povo é soberano...e é em nome do mesmo POVO que os tribunais administram a JUSTIÇA!!!
Por isso, seja feita a sua vontade...assim nos tribunais como nas ruas!
António (Juiz de Direito cansado de trabalhar e de ser caluniado)".
Seria interessante se os Juízes cortassem as linhas de passe ao sr ministro da propaganda.
A JUSTIÇA tem problemas tão sérios que não se podem esconder atrás da poeira demagógica das férias e serviços de saúde.
Os Juízes não devem discutir as férias judiciais: devem exigir o fim das férias judiciais como um direito e não aceitar a existência das ditas como um privilégio (qual a vantagem de serem acantonados no Verão? quem são os 'demais' que com isso beneficiam e que estão calados, embora se movimentem atarefados?).
Os Juízes não devem defender os SSMJ nem aceitar a ADSE: não podem ser um "peso" nas despesas da saúde; devem exigir o dinheiro que mensalmente lhes é retirado para a ADSE e com ele organizar um sistema privado de saúde, podendo a ASJP obter muito melhores condições negociando com entidades privadas.
Afastadas estas e outras bandeiras da demagogia, talvez seja possível sonhar com um diálogo sério ... entre pessoas!
O Povo é soberano...e é em nome do mesmo POVO que os tribunais administram a JUSTIÇA!!!
Por isso, seja feita a sua vontade...assim nos tribunais como nas ruas!
António (Juiz de Direito cansado de trabalhar e de ser caluniado)".

