quinta-feira, janeiro 03, 2008

Ministro Alberto Costa considera críticas de Cavaco Silva «estimulantes» para o Governo

«São considerações estimulantes que só podem levar a que se redobre o ânimo em alcançar resultados», afirmou à Agência Lusa o ministro da Justiça, Alberto Costa, à margem de uma tertúlia literária que teve lugar em Leiria.
Na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Cavaco Silva, disse que a área da Justiça «ainda é um obstáculo ao progresso» do país, considerando que os «cidadãos e as empresas ainda não sentiram melhorias significativas na resposta do sistema judicial», pelo que têm o direito de «legitimamente reclamar uma administração da Justiça mais eficiente e mais célere».
Reagindo a estas críticas, Alberto Costa recordou que a «Justiça é um motivo de preocupação de todos aqueles que a ela recorrem, mas também de todos os governantes que dela se ocupam», não se sentindo directamente atingido pelas observações do Chefe de Estado.
«O Presidente da República é o representante de todos os portugueses. Como podem as suas observações atingir sobretudo aqueles que do ponto de vista governativo e político se entregam à solução dos problemas?», questionou Alberto Costa. Pelo contrário, o ministro sente um «grande orgulho» nas medidas tomadas para «acelerar e conseguir resultados», nomeadamente em relação ao volume de processos despachados nos tribunais. «Proximamente serão conhecidos resultados muito estimulantes acerca do andamento quer da Justiça penal quer cível» nos tribunais, afirmou, recordando que na última década ficaram 120 mil processos «por resolver» em cada ano.
«De 2006 para 2007 invertemos essa tendência», mas «estou convencido que vamos poder continuar a dar boas notícias», salientou Alberto Costa. Na tertúlia literária, organizada pelo Orfeão de Leiria, o ministro falou sobre questões tão diversas como o seu percurso político ou os seus gostos literários, tendo sido lidos mesmo alguns versos que escreveu no passado, numa conversa com os docentes de literatura Cristina Nobre e Carlos André.
In Sol, Online.

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