sábado, novembro 26, 2005

Congresso dos Juizes XVIII

«O ministro da Justiça, Alberto Costa, encerrou esta tarde o VII Congresso dos Juízes Portugueses, em Lagoa, com um discurso apaziguador onde salientou que os problemas não se resolvem com “desentendimentos inúteis”.
Reconhecendo o “diagnóstico muito preocupante da situação da Justiça”, o ministro apelou aos juízes para que apresentem propostas e soluções, contribuindo para uma reforma do sector. Este será um “esforço de melhoria do ambiente judicial e do trabalho quotidiano dos julgadores”. Segundo Alberto Costa, deve ser assumida a responsabilidade para com os cidadãos, empresas, “em suma, para com o interesse público”. Assim, “devemos estar todos os dias prontos para trabalhar tanto com entendimentos coincidentes como com entendimentos divergentes”. Ontem, o primeiro-ministro, José Sócrates, pediu aos agentes da justiça respeito pelas medidas do Governo, defendendo que a redução das férias judiciais faz parte do programa do Executivo sufragado pelos portugueses nas últimas eleições legislativas. Anteontem, no Congresso dos Juízes Portugueses, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Nunes da Cruz, teceu duras críticas ao Governo pela sua actuação em relação ao sector da justiça
».
In Público.PT, Última Hora, 26/11/2005.
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«No discurso de encerramento do congresso dos juízes, que terminou hoje no Algarve, Alberto Costa apelou à paz entre Governo e Juízes depois de algumas semanas de crispação.
"Aos senhores juízes caberá sempre um papel fundamental para assegurar a confiança no sistema por parte dos cidadãos. Podemos divergir em muita coisa mas trabalhar para essa confiança deve constituir entre nós um traço de união. Da vossa acção, da vossa competência, dedicação e investimento profissional resultará sempre um contributo decisivo para uma melhor justiça para os portugueses", disse.
Sobre as críticas que foi ouvindo nas últimas semanas, por exemplo do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o ministro respondeu que "a circunstância de certas pessoas expressarem pensamentos diferentes do nosso não põe em crise nem a nossa convicção, nem a nossa política, nem o nosso mandato eleitoral"»..

In Rádio Renascença, 26/11/2005.

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