terça-feira, dezembro 19, 2006

Justiça e Igualdade

«A Europa dos 25 reflecte o seu melhor nos direitos do Homem, na democracia e na paz, segundo a opinião recolhida pelo Eurobarómetro deste Outono,ontem divulgado por Bruxelas.
Como valores pessoais mais importantes os europeus elegem o usufruto da paz e o respeito pela vida humana e pelos direitos do Homem.
Quanto a outras questões relevantes, as opiniões adquirem matizes de país para país.
Portugal distingue-se num dos pontos da sondagem: 80% de entre nós (comparados com 64% da média europeia) querem mais igualdade e justiça mesmo que isso signifique menos liberdade individual.
Além das questões políticas, como a opinião sobre a constituição europeia, o Eurobarómetro inquiriu sobre as atitudes dos cidadãos europeus sobre um leque de valores.
Foram ouvidas quase 30 mil pessoas nos 25 Estados membros.
O inquérito alargou-se já à Bulgária e Roménia (que entram em Janeiro), bem como à Croácia e Turquia e comunidade cipriota turca.
Os valores pessoais dos europeus e os valores que estes consideram representar a UE quase coincidem nos primeiros lugares, num leque de 12 tópicos.
Paz, respeito pela vida, direitos do Homem e democracia assumem o topo da valorização.
No fundo da escala surge a religião.
Noutro tópico, 64% consideram que a livre concorrência é a melhor maneira de garantir a prosperidade, enquanto 62% são da opinião de que o Estado intervém em demasia nas suas vidas.
Justiça, religião, homossexualidade, imigração e droga foram também abordadas pelo inquérito deste Outono.
No domínio da Justiça, a percentagem de consenso surgiu mais elevada. Em média, na UE, 85% dos inquiridos dizem haver demasiada indulgência e defendem que os criminosos deveriam ser punidos com maior severidade. Neste ponto, Portugal situa-se muito próximo da média (86%).
Já no que se refere à necessidade de mais justiça e igualdade, os portugueses inquiridos fizeram saltar o país para o topo, com 80% de opiniões favoráveis. A média europeia cifrou-se nos 64%, sendo que a Holanda se pronunciou através de 46%.
Esta questão era colocada com uma reserva o aumento de igualdade e justiça seria acompanhado por uma menor liberdade.
Este condicionamento não impediu as altas percentagens obtidas não só por Portugal, como também pela Hungria, Itália, Eslovénia, Malta e Polónia (todos acima dos 70%).
Noutros tópicos, como a religião, os europeus dividem-se. São 46% os que a acham muito importante e 48% os que acham o contrário.
Sobre a legalização de casamentos homosexuais pronunciaram-se a favor 44% (29% em Portugal). A adopção de crianças tem 32% de opiniões favoráveis na UE.
O contributo do imigrantes é visto como positivo por 40% dos europeus (Portugal manifesta-se com 66%).
O nosso país segue a opinião média europeia da legalização do cannabis e está abaixo dessa média quando é perguntado se devia ser dado mais importância ao trabalho que ao lazer».
Por, Eduarda Ferreira.
In JN.

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